Funsejem: extremamente séria e competente

“É um benefício importante, um reforço que se junta à aposentadoria do INSS, o que ajuda a ter uma renda melhor nesses períodos de economia conturbada. E com certeza valeu muito a pena poupar na Funsejem! Digo até que uma das coisas que me arrependo foi de não ter contribuído com um valor maior. Para quem for começar com a Funsejem, não hesite em poupar o máximo que puder. No futuro, esses valores serão de extrema importância para ter uma aposentadoria digna. A Funsejem é extremamente séria e competente na administração de seu dinheiro”.

Palavras de Fátima Regina de Pinho, aposentada pela Fundação desde 2021.

 Em 1985, ela ingressou na Companhia Brasileira de Alumínio, em São Paulo (SP), onde permaneceu até 2009. Em seguida, de 2010 a 2014 trabalhou na Votorantim Metais, atual Nexa. Fátima destaca algumas das histórias que viveu por lá.

“Comecei na CBA como datilógrafa, na área de Contas a Pagar. Minhas atividades envolviam preencher cheques, formulários, ordens de pagamento e toda a documentação que na época eram manuais. As máquinas elétricas surgiram alguns anos depois, e o primeiro computador só apareceu no setor no final dos anos 90.

De datilógrafa, passei a auxiliar e depois a analista de Contas a Pagar, onde fiquei até 2009. Inclusive o arquivo do setor ficou sob minha responsabilidade por minha própria iniciativa. No começo de cada ano, era preciso encaixotar a documentação do ano anterior e enviar para o arquivo geral que ficava na fábrica da CBA, em Alumínio (SP). Comecei a fazer porque era um trabalho chato que ninguém queria, mas eu gostava!

A chegada do computador facilitou, mas a separação da documentação era manual. O arquivo ficava em uma salinha no prédio da Praça Ramos de Azevedo, em São Paulo (SP), que a Votorantim ocupou até 2012. Era um lugar empoeirado que ninguém gostava, mas eu virei meio que a especialista no negócio, qualquer coisa sobre o arquivo era comigo que tinham que falar. Fiquei com essa atividade até 2009, quando a Votorantim terceirizou o serviço de arquivos.”

De sua trajetória de dedicação à Votorantim, Fátima conta uma história que teve momentos de descontração. “Nesses 29 anos de trabalho, conheci muitas pessoas divertidas e com algumas mantenho amizade até hoje. Quando entrei na CBA, tinham um costume que hoje seria considerado machista. As mulheres tinham que servir café para os homens do setor. A área de Contas a Pagar era enorme, mais de 20 funcionários, e somente 4 eram mulheres. Aí entrou no setor uma nova funcionária que era espevitada. Quando disseram que ela tinha que servir o café, ela teve um surto! Ela servia, mas reclamava o tempo inteiro. A reclamação surtiu efeito, os homens começaram a servir o café para todos no setor. Com o tempo esse costume foi ficando para trás e cada um ia pegar o seu”.

Fátima recorda um momento importante de mudança. “Houve a transição para os sistemas eletrônicos, os cheques e ordens de pagamento foram deixando de ter relevância. Quando houve a transição para o sistema ERP/SAP, foi também uma época corrida, eu e outros colegas ficávamos até de madrugada alimentando o novo sistema. Apesar de às vezes ser estressante, eu gostava muito, era desafiador e eu prezava muito por ter tudo organizado e sem erros. Em 2010, fui transferida para a Votorantim Metais, atual Nexa, como analista Financeira. As atividades nesse período foram de conciliação contábil, preparação de planilhas de planejamento, relatórios de fechamento e etc.”

Dessa época, ela guarda saudade e carinho. “Eu gostava muito do trabalho da área de Contas a Pagar, fiquei triste quando a atividade foi transferida para Curitiba. Mas também gostei muito de fazer conciliação contábil, era um trabalho de detetive encontrar um valor perdido numa conta e ter que corrigir, era satisfatório. E tive excelentes colegas e supervisores, pessoas muito profissionais, mas também divertidas. O trabalho em equipe era ótimo, às vezes sinto falta dessa interação”.

Em 2015, ela saiu da Votorantim e sua rotina mudou. “Fiquei de 2015 a 2020 contribuindo como participante autopatrocinada e, em 2021, passei a receber os benefícios da Funsejem. “Minha rotina atual é mais caseira. Cuido da minha mãe, que é idosa e tem alguns problemas de saúde. Aproveitei para aprender a cozinhar, agora cozinho muito bem. Minha mãe diz que minha comida é melhor que a dela (risos), nunca imaginei isso, porque odiava cozinhar”.

Além de cozinhar, Fátima gosta de computadores. “Faço manutenção e conserto de computadores e notebooks. É mais como um hobbie, mas tenho alguns clientes fixos que recorrem a mim quando aparece algum problema, porque hardware de informática sempre foi uma coisa que tive muita afinidade. Sempre montei meus próprios computadores e gosto muito dessa área”.

Ela também tem como hobbie jogos de videogames.

“Tenho dois computadores, um PS3 e um PS5 e passo boa parte do tempo intercalando entre esses sistemas, aproveitando a enorme quantidade de jogos que existem. Adoro jogos de RPG, aventura, simulações e corridas.” Fora os jogos, ela adora ler. “Tenho uma biblioteca de cerca de 800 livros que também me rende um bom passatempo. Ou seja, tédio é uma coisa que não posso reclamar de ter!”.